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Faped e Ubrapod fazem blitz no hospital e posto de saúde

O Hospital de Brazlândia recebeu na manhã de ontem (17/08) visitas um tanto inesperadas, o Fórum Permanente de Apoio e Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência (Faped) e a União Brasileira de Pessoas com Deficiência (Ubrapod) fizeram uma blitz no local.

A ação teve atraso de mais de meia hora, e só se deu inicio após a direção do hospital consultar o secretário adjunto de saúde, Florêncio Figueiredo, sobre o direito legal dos representantes tirarem fotos no interior do hospital para constar nos relatórios, já que havia no grupo dois representantes do Conselho de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania.
 

Michel Platini e Iolando AlmeidaSegundo o coordenador geral do Faped, Michel Platini, as dificuldades encontradas na falta de acessibilidade nos hospitais do DF vêm se mantendo quase sempre, faltam banheiros adaptados corretamente, e um atendimento personalizado, como interprete de Libras e prioridade de atendimento para deficientes nas filas. No entanto, o hospital de Brazlândia se destacou por ter uma atendente e uma assistente social com conhecimentos básicos de Libras, mas Michel comenta que mesmo assim elas ainda precisam se aperfeiçoar para conhecer os termos médicos usados na língua, como nomes de doenças e sintomas.

O presidente da Ubrapod, Iolando Almeida, também participou da fiscalização e informa que Brazlândia tem cerca de 9 mil pessoas com algum tipo de deficiência, e o quanto é importante o hospital se adequar para as necessidades de acessibilidade. Ele ainda relata sobre o descaso que muitas vezes acontece no hospital com a população da cidade de forma geral.

Após vistoriar todo o hospital o grupo constatou:
  • Existe atendimento em libras;
  • Presença de rampas para cadeirantes;
  • Alguns orelhões baixos;
  • Não consta nenhuma informação em Braile;
  • Ausência de piso tátil;
  • Nenhum banheiro adaptado corretamente para pessoas com deficiência;
  • Nenhum bebedouro baixo;
  • Médico ortopedista atende na emergência durante a semana, mas não atende finais de semana;
  • Uma fila muito grande, com média de espera de 3 horas;
  • Superlotação nos leitos;
Depois foi fiscalizado o posto de saúde no Setor Norte, e observaram os seguintes problemas:
  • Contava só com 2 médicos no total, 1 médico clínico geral e 1 pediatra;
  • Adaptação precária para cadeirantes;
  • Nenhum funcionário capacitado em Libras (Língua Brasileira de Sinais);
  • Apenas um assistente social;
  • Bebedouros altos;
  • Obstáculos no percurso, tais como: televisão baixa, arriscando machucar os cegos ou pessoas com baixa visão;
  • Nenhuma informação em Braile;
  • Falta de profissionais (médicos de varias especialidades: ginecologia, ortopedia, clinica geral e outros);
A blitz faz parte da campanha “Contagem Regressiva para Quem já Esperou uma Vida Toda”, e que todo ano luta pela defesa de um serviço, ano passado foi o transporte, esse ano a luta é pela saúde, foram fiscalizados diversos hospitais do DF, e a campanha se encerra na segunda-feira (22/09), em comemoração ao Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, com um ato na estacionamento do Hospital de Base às 09h.

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