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Condenado médico que danificou coletoras de ponto em Brazlândia

Condenado médico que danificou coletoras de ponto em Brazlândia
O Tribunal de Justiça do DF condenou o médico Bruno Gonçalves Rodrigues, lotado no Hospital Regional de Brazlândia, por improbidade administrativa.
Ele foi acusado de danificar três coletoras biométricas, usadas para controle de frequência dos funcionários do hospital, tornando-as indisponíveis para uso. Cabe recurso da decisão.
 
Segundo a denúncia, o médico aplicou, em 2014, uma super cola no equipamento de ponto eletrônico. Ele teria aproveitado um blecaute no hospital, o que impediu que as câmeras de segurança o filmassem. Enquanto isso, outro médico distraía o vigia. Sua intenção seria a de impedir o registro do horário de entrada e saída dos servidores do hospital, inclusive o dele. Além da perda do cargo público, Rodrigues foi condenado a ressarcir integralmente o dano e a pagar multa civil de duas vezes o valor do prejuízo causado.
 
O médico negou a autoria dos fatos. No entanto, de acordo com o juiz, as provas reunidas nos autos são suficientes para se concluir que foi o acusado quem provocou o dano nas coletoras. O ato foi testemunhado por pacientes que aguardavam atendimento e que narraram o ocorrido.
 
Para o Ministério Público, Rodrigues não só danificou as coletoras de digitais do ponto eletrônico, como impediu o controle e a fiscalização da jornada de trabalho dos servidores da saúde. “Atitudes como essa fomentam o absenteísmo e o cumprimento de meias jornadas de médicos, enfermeiros e técnicos em saúde, prejudicando toda a população local”, comenta a promotora de Justiça da Defesa da Saúde, Marisa Isar.
 
Segundo a promotora, a próxima providência é expedir ofício à Corregedoria da Saúde para saber quais providências foram adotadas em relação a infração disciplinar, tendo em vista que os fatos ocorreram em 2014, e até o ajuizamento da ação de improbidade o servidor ainda não havia sofrido qualquer sanção administrativa. “É preciso fiscalizar a atuação da Corregedoria e verificar também se houve atuação tempestiva ou omissão”, afirma.

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